O ser humano não tem culpa total pela escuridão em que vive, em partes sim, porque tem opção da escolha ao longo da vida. Mas não somos educados desde pequenos para um bem maior, ou uma busca maior. Somos seres em estado dormente, educados por seres em estado dormente. Vivemos de migalhas de Deus e nos contentamos com isso, em partes, porque a saída da situação de comodismo sempre é delicada, mas talvez e principalmente porque não percebemos o que há além de nosso conformismo.
Não há de se admirar que muitas pessoas ainda creditem o homo sapiens a um mero caso da evolução, na verdade é interessante, pois nós que fomos criados para algo maior somos os primeiros a negar este Algo maior.
Campos de pesquisa científica, incluíndo a física quântica, nos mostram o que nosso olhos não veem. E quando você se envolve em leituras nestes campos, você se fascina cada vez mais, porque este tipo de leitura por vezes choca as ideias pré-concebidas do nosso próprio Ego. Ele, o ego, é o primeiro responsável pela nossa limitação humana. Ele deveria ser a evolução, o ápice de um ser primitivo, que após o aprendizado, pela fase de criança (primitivo) adquire conhecimento e sabedoria para um salto maior. No entanto, nós em nossa maioria, ainda estamos na fase primitiva, estagnamos na fase de crianças, movidos por sentimentos primordiais de ação e reação.
Vivemos a maior parte de nossos dias de acordo com as ordens básicas do nosso ID que se sustenta em um estado de apenas manutenção/sobrevivência, regulado e coordenado pelos 5 sentidos. Nosso ego permanece tal e qual àquela criança ou aquele homem primitivo que não evoluiu interiormente. Somos guiados na sociedade pelos impulsos ou 5 sentidos, que primeiramente nos guiam para o mundo físico ou o mundo da sobrevivência, principalmente sobrevivência social, onde importa primeiro "quem eu sou" ou "como posso ser lembrado ou notado"? A âncora do Ego é "quem eu sou no meio social" e nosso delírios de felicidade são comprados principalmente "pelo que eu posso ter".
Sim, o ter é importante, mas é o meio, não o propósito final. O trabalho dignifica o homem e alimenta sua família, mas por vezes colocamos o ter acima das relações humanas, que incluem amigos, familiares, pessoas da sociedade. Não é à toa que somos a sociedade do consumo. E quando o Ter se sobrepõe ao Ser (no sentido espiritual), temos um problema claro: minhas relações com o mundo priorizam o Eu e eu me fecho em torno do mundo que crio para me sustentar e, onde meu próximo, passa a ser meu inimigo ou concorrente direto. É o primeiro instinto de sobrevivência do Ego, a autoproteção. Somos felizes assim? Somos, enquanto não nos confrontamos com a verdade suprema, dessa ninguém escapa, pois ela é indelével e incorruptível. A sabedoria de Deus é loucura para os homens e a sabedoria dos homens é tola para Deus.
Resumidamente, somos "crianças tolas", como diria Cristo, levadas ao sabor do vento, julgando que nosso entendimento é o supra-sumo do conhecimento.
Somos o criado que nega o criador, justamente nós que deveríamos ser as testemunhas maiores. Os observadores conscientes da criação. O Ser capaz de co-criar.
É mais fácil, para o homem, se autoanalisar como produto da evolução biológica na linha do tempo, sem se questionar porque ele mesmo, é um "caso raro" no processo de evolução, ao possuir inteligência distinta. Ou então, é mais fácil creditar nossa existência a outras fontes (sem citá-las), sem mesmo perceber que o fato de delegar a responsabilidade de nossa existência a outros fatores, exceto Deus, não responde necessariamente a pergunta central que é justamente a maior: Qual a origem de todas as coisas? Terrenas e não terrenas? Visuais e quânticas?
Este assunto é amplo e há pessoas com inúmeras qualificações para esgotá-lo. Por hora, fica apenas a reflexão.
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